Plenária sobre Mobilidade Urbana em Mauá

Em 20/03/14 participei de uma (no Parque das Américas) das cinco Plenárias de Mobilidade Urbana que estão sendo promovidas pela atual gestão municipal. Estava marcada pras 19h e começou as 19:30h com a fala do prefeito Donisete Braga, que, dentre muitas coisas sobre diversos assuntos, considero mais importante a explicação sobre o retorno, para a Prefeitura, do direito de abrir novas licitações e retomar o controle sobre o transporte. Também garantiu que a nova licitação será só para modelos 2014/2014 (se agente quiser ao invés de um modelo 2014, dois modelos 2010 problema nosso).  Após a fala, se retirou pra outro compromisso.

Na sequência, apresentação de vídeo institucional relatando os projetos da Prefeitura (basicamente: viaduto, ponte, mais pistas) para a mobilidade, seguidas de falas chatas (à essa altura eu já estava chata também, que saco! Agente só ouve, ouve, quando é que agente pode falar!) dos secretários, Rômulo (Relações Institucionais), Paulo Eugênio (Mobilidade Urbana) e Edilson de Paula (Governo), além do vereador José Cassimiro (PT).

Auto-elogios, sobre construção do Rodoanel, Shopping, uma explicação apressada sobre a lei da Mobilidade de 2012 e a consequente necessidade de elaboração do Plano Municipal até 2015, e as 20:30h, se abriu o microfone para a “participação popular”. Quem quisesse se candidatar para delegado, também já poderia tê-lo feito desde o início, deixando o nome com uma pessoa responsável.

Nem consegui prestar muita atenção nas outras falas, uma vez que estava concentrada no que eu ia dizer nos meus míseros 2 minutos, mas foram sobre mudança de nome da estação de trem para Parque das Américas ao invés de Guapituba; alguma reclamação sobre denúncia feita à prefeitura que não dá em nada (essa nem ouvi direito porque a próxima a falar seria eu), minha fala, que direi adiante; um senhor cego que falou sobre os problemas com calçadas; solicitação de faixa de pedestre; alteração de linha de ônibus; adequação para mobilidade de deficientes e acabou. Falas pontuais, problemas pontuais que, espero eu, não se pareçam em nada com participação, decisão, autonomia. Espero que possamos muito mais!

Na minha fala, procurei retomar os últimos acontecimentos que sacudiram o país inteiro. Relembrei que em dezembro de 2012 nos tornamos a cidade com a passagem mais cara, também do país inteiro. Muitas pessoas, mais gente que as 141 daquela plenária, foram às ruas protestar e tiveram como resposta os ouvidos atentos da polícia militar e guarda civil, paramentadas com cavalaria, bomba de gás, balas de borracha. Já na plenária engomadinha sugeri então que a cidade adote a tarifa zero para os transportes – creio que era o mais sensato a se indicar. Com relação ao transporte por bicicletas, na cidade que detém o maior bicicletário da América Latina, lembrei quão vergonhosa é a infraestrutura do modal por aqui, e já que se planejam tantos viadutospontespistas novas, que se comemora rodoanel e shopping, que pelo menos adaptem as duas passarelas existentes entre as estações Guapituba e Mauá.

Paulo Eugênio comentou todas as falas. Sobre as minhas indicações: sim, é possível a tarifa zero, só não tem dinheiro pra isso agora. E quanto às passarelas, são do governo do estado e parecem que serão contempladas nas reformas estatais. Também acha que precisa melhorar a infraestrutura cicloviária.

Sobre os delgados, haviam 14 vagas, mas só 6 pessoas se candidataram, entre elas, eu. O que faremos? Depois que o plano estiver pronto, elaborado por uma empresa que não sabemos qual, seremos chamadxs novamente a “participar”.

Ao final, fotos, com as quais contribuí com meu sorriso amarelo e cansado.

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