Cidades Rebeldes – Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil

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Contracapa:

Duas semanas de rebelião urbana que mudarão a história política brasileira? A mais rápida expressiva e surpreendente vitória popular de que se tem notícia em nosso país? Quem o diz não são os manifestantes mais envolvidos, mas a própria grande imprensa, num raro e único momento de perplexidade confessa. Até o próximo round, quando outros atores finalmente entrarem em cena, saberemos se as Jornadas de Junho começaram de fato a desmanchar o consenso entre “direita” e “esquerda” acerca do modus operandi do capitalismo no Brasil. Há vinte anos o país se tornou uma tremenda fábrica de consentimento, todos empenhados em se deixar esfolar com fervor. Batemos no teto? É o que a derrapagem histórica que detonou todo o processo sugere. Pela primeira vez a violência que restou da ditadura – e a “democracia” aprimorou -, aprisionando a política no aparato judiciário-policial, por algum motivo não funcionou. Um limiar certamente foi transposto. Resta saber qual, e logo. No que tudo isso vai dar? “Já está dando”, disse-me outro dia um taxista. – Paulo Eduardo Arantes.

Em duas semanas o Brasil que diziam que havia dado certo – que derrubou a inflação, incluiu os excluídos, esta acabando com a pobreza extrema e é um exemplo internacional – foi substituído por outro país, em que o transporte popular, a educação e a saúde públicas são um desastre e cuja classe política é uma vergonha, sem falar na corrupção. Qual das duas versões estará certa? É claro que todos esses defeitos já existiam antes, mas eles não pareciam o principal; e é claro que aqueles méritos do Brasil novo continuam a existir, mas parece que já não dão a tônica. O espírito crítico, que esteve fora de moda, para não dizer excluído da pauta, teve agora a oportunidade de renascer. A energia dos protestos recentes, de cuja dimensão popular ainda sabemos pouco, suspendeu o véu e reequilibrou o jogo. Talvez ela devolva à nossa cultura o senso da realidade e o nervo crítico. Sem falar no humor, que nos seus momentos altos ela sempre teve. – Roberto Schwarz

Pedalando na Modernidade: a bicicleta e o ciclismo na transição do século XIX para o XX.

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O livro de André Schetino compõe a coleção Sport: História, cujo objetivo é publicar investigações históricas que têm como objeto central as práticas corporais institucionalizadas (esporte, educação física, dança, capoeira, ginástica, práticas corporais alternativas), as encarando como uma possibilidade privilegiada de discutir um determinado contexto, em seus aspectos sociais, culturais, econômicos e/ ou políticos.

Em Pedalando na Modernidade: a bicicleta e o ciclismo na transição do século XIX para o XX, o autor insere o Brasil em uma discussão já bastante comum em muitos outros países do mundo, notadamente na Europa e nos Estados Unidos: o importante papel de um artefato, a bicicleta, gerou uma prática ao seu redor, o ciclismo, no contexto de construção do ideário da modernidade. Pelas páginas do estudo de André, vemos que nosso país, no mesmo momento que planejava se modernizar, coincidindo com o desembarque da prática esportiva por aqui, não ficou alheio a essa novidade que vinha de terras estrangeiras.

Devem destacar-se duas dimensões da investigação que gerou este livro. De imediato temos de reconhecer o louvável esforço do autor em compreender a ambiência em que se inseriu o desenvolvimento do ato de andar de bicicleta, tanto em Paris quanto no Rio de Janeiro, experiência bastante influenciada pela capital francesa. Nesse aspecto, André toma cuidado de não considerar esse relacionamento Brasil-França de forma extremamente linear, buscando captar as dissonâncias e as peculiaridades do que ocorreu em terras cariocas.

O segundo aspecto a ser exaltado nesta obra é o belo trabalho realizado com as fontes primárias. Para desvendar o que houve no Rio de Janeiro, André mergulhou a fundo em dois importantes periódicos do século XIX (O Paiz e O Jornal do Brasil), não se limitando a investigar as notícias específicas do esporte, mas também buscando informações em classificados, colunas sociais, anúncios de produtos e onde mais fosse possível encontrar algo sobre seu assunto de interesse.

Mesmo não possuindo graduação na área de História, para dar conta desses desafios André mergulhou profundamente em sua investigação, levando às raias da obsessão o desejo de realizar um belo estudo sobre este tema. Estas pesquisas contribuirão efetivamente, não só para que melhor se compreenda a outra faceta do campo esportivo, como também se possa enxergar a história do Rio de Janeiro (e em certo sentido do Brasil) a partir de outro ângulo.

O leitor certamente entenderá que não exagero ao afirmar que este livro é obrigatório para os que desejam ampliar seus conhecimentos sobre a história cultural do país, a partir de importantes construções simbólicas, com novos implementos, aplicadas em sua capital e cidade mais importante do século XIX.

Victor Andrade de Melo – Universidade Federal do Rio de Janeiro

Não deterão a primavera.

Expressamente proibido poluir meu ar.

Expressamente proibido poluir meu ar.

Queria mudar meu blog pessoal do blogspot para o wordpress, mas sem muito entusiasmo, até porque o utilizo pouco. São poucos também os acessos e comentários nos vários blogs que criei, mas de todo modo, ainda considero-os como importantes ferramentas de comunicação. Sendo assim, vou fazer um esforço, sem grandes pretenções ou promessas…

O antigo endereço ficará por lá: http://www.anaceliacruz.blogspot.com. Agradeço aos visitantes e espero também encontrá-los, eventualmente por aqui!

Para essa primeira postagem, até mesmo como registro histórico, pensei em escrever um pouco sobre o meu momento de vida. Estou com 30 anos de idade e prestes a completar 5 anos de trabalho no Ministério Público (talvez caiba a menção ao meu atual emprego pela centralidade do “trabalho” – aqui considerado como capacidade humana em transformar a natureza – em nossas vidas).

Se até este momento eu tinha certa clareza sobre o que deveria fazer da vida – estudar e conseguir um trabalho, de preferência através de concurso público, pós 5 anos abre-se um hiato: e agora “Maria”?

Sinto-me bastante descontende, e até um pouco envergonhada por isso, afinal: “eu devia estar feliz porque eu tenho um emprego sou tida cidadã respeitada e ganho 4.000 cruzeiros por mês…”

Na verdade o que eu queria mesmo talvez fosse a dita autonomia… mas não foi o que encontrei. Talvez escreva mais sobre isso, talvez não. Mas aproveito pra registrar as fotos do evento ciclístico/ caminhante ocorrido na ocasião destes pensamentos, a Marcha da Primavera Poluída.